terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

BOPE



Um grupo policial que faria muito jeito actualmente em Portugal. Agora uma breve história.

O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) é uma força de operações especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. É uma unidade especializada em patrulhas, progressões e combates em ambientes confinados e restritos. É considerada a mais eficiente tropa de combate urbano do mundo. Actua em operações de risco extremo, seja no patrulhamento de locais de alto risco, combates em locais de difícil acesso, operações em montanhas, ocorrências com reféns localizados, ocorrências envolvendo explosivos, incursões em favelas e situações de confronto com traficantes de drogas.

História:

O BOPE foi criado em 19 de Janeiro de 1978, como Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), através de um projecto elaborado e apresentado, pelo então Capitão PM Paulo Cesar Amendola de Souza ao Comandante-Geral da PMERJ, Coronel do EB Mário José Sotero de Menezes. Em 1982 foi elevado à categoria de Companhia de Operações Especiais (COE). Mudando sua denominação em 1984 para Núcleo da Companhia Independente de Operações Especiais (NuCIOE). Em 1988 ganhou autonomia administrativa, para Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE). Em 1991 foi transformado em Batalhão, mantendo-se ainda aquartelado no Regimento Marechal Caetano de Farias, sede do Batalhão de Polícia de Choque, entre outras unidades policiais. Em 2000 ganhou instalações próprias, localizadas no Morro do Pereirão, no bairro de Laranjeiras, na zona sul da capital fluminense.

Progressão em favelas:

Esta técnica foi desenvolvida no Brasil pelo BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar, pela necessidade de agir no caos das ruas estreitas de morros e encostas da cidade do Rio de Janeiro. As favelas tornaram-se uma área hostil à polícia devido ao crime organizado, e era um grande obstáculo para as acções policiais, pois normalmente os criminosos possuem uma visão privilegiada posicionando-se estrategicamente nos morros. O BOPE conquistou o respeito de unidades militares estrangeiras por agir nesses ambientes urbanos de alta dificuldade.

"O Caveirão":

O BOPE possui veículos blindados, popularmente conhecidos como "Caveirões", utilizados, principalmente, em operações onde há conflitos com narco-traficantes que empregam armamento pesado. Os blindados têm capacidade para 12 homens, e não possuem armamento próprio, sendo o seu poder de fogo constituído pelas armas do próprio batalhão. O chassi utilizado nos veículos é o mesmo encontrado no caminhão Ford Cargo 815, considerado inadequado por especialistas, uma vez que o peso do veículo, com o batalhão completo, supera as 8 toneladas de peso bruto para a qual o chassi foi projectado.

A principal finalidade dos veículos blindados é proteger a vida dos elementos do batalhão e romper as barreiras físicas utilizadas pelo narco-tráfico. Os blindados são essenciais ainda no apoio ao resgate de unidades policiais encurraladas e na remoção de feridos dos cenários de confronto.

Actualmente, a Polícia Militar conta com 12 viaturas desse tipo, inclusive noutros batalhões. A blindagem do veículo "Caveirão" suporta fortes disparos, como os de fuzil 7.62, metralhadoras e submetralhadoras.

Armamento:

Devido às exigências da sua actuação em situações especiais, é disponibilizado um armamento diferenciado aos policiais que servem no BOPE, como exemplo: fuzis, espingardas, pistolas, submetralhadoras, carabinas e explosivos.

adaptado de wikipédia

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A ETA


Já que foram descobertos suspeitos de pertencerem a organização terrorista basca, vou deixar aqui alguma da história que ela tem.

A organização "Euskadi Ta Askatasuna" (basco para Pátria Basca e Liberdade), mais conhecida por ETA, é um grupo que pratica o terrorismo como meio de alcançar a independência do País Basco (Euskal Herria), de Espanha e França. A ETA possuí ideologia separatista/independentista marxista-leninista e revolucionária.

É classificada como um grupo terrorista pelos governos de Espanha, de França e dos Estados Unidos da América, pela União Europeia e pela Amnistia Internacional. O seu símbolo é uma serpente enrolada num machado. Foi fundada por membros dissidentes do Partido Nacionalista Basco. Durante a ditadura franquista, contou com o apoio da população e o apoio internacional, por ser considerada uma organização anti-regime, mas foi enfraquecendo devido ao processo de democratização . O seu lema é "Bietan jarrai",que significa seguir nas duas, ou seja, na luta política e militar.

Este grupo separatista reivindica a zona do noroeste da Espanha e do sudeste da França, na região montanhosa junto aos Pirinéus, virada para o Golfo de Biscaia, região denominada por Euskal Herria (País Basco). A ETA reivindica, em território espanhol, a região chamada Hegoalde ou País Basco do Sul, que é constituído por Álava, Biscaia, Guipúscoa e Navarra; também reivindica, em território francês, a região chamada Iparralde ou País Basco do Norte, que é constituído por Labour, Baixa Navarra e Soule. O governo espanhol estendeu o estatuto de Comunidade Autónoma Basca a três províncias da Espanha - Álava, Biscaia e Guipúscoa - da qual Navarra não faz parte, possuindo esta o estatuto da Comunidade Foral de Navarra.


A ETA foi criada em 1959, pelo Partido Nacionalista Basco (PNV), um partido político fundado em 1895 e que sobrevivera na clandestinidade durante a ditadura de Francisco Franco (1939-1975).

Denominação

Os integrantes da ETA são denominados etarras, um neologismo criado pela imprensa espanhola a partir do nome da organização e do sufixo basco com o qual se formam os gentílico do idioma. Em basco a denominação é etakideak, plural de etakide (membro da ETA). Os membros e partidários do movimento frequentemente utilizam o termo gudariak, que significa guerreiros ou soldados.


História

Em 1952 organiza-se um grupo universitário de estudos chamado Ekin (empreender em euskera), em Bilbao. Em 1953, através do Partido Nacionalista Basco (PNB) o grupo entra em contacto com a organização juvenil PNB, Euzko Gaztedi. Em 1956 as duas associações fundem-se. Dois anos mais tarde (1958), os grupos separam-se por divergências internas, sendo que o Ekin converte-se em ETA no dia 31 de Julho de 1959. Por questões ideológicas, a ETA desliga-se do PNB, utilizando a acção directa como estratégia de movimento de resistência na mesma época em que diversos países do hemisfério sul lutavam pela liberdade. A sua primeira Assembleia ocorreu no mosteiro beneditino de Belloc França em Maio de 1962, sendo as resoluções:

*A regeneração histórica, considerando a história basca como um processo de construção nacional.
*O que define a nacionalidade basca é a euskera, em vez da etnia, como fazia o PNB.
*Definem-se como um movimento não religioso, rechaçando a hierarquia da igreja ainda que utilizem a sua doutrina para a elaboração do seu programa social. Isto contrasta com o catolicismo do PNB.
*O Socialismo.
*A independência do País Basco, compatível com o federalismo europeu.

Primeiras assembleias e primeiros atentados

Os esquerdistas conseguem uma definição maior da ideologia da ETA a partir da II Assembleia, que define as afinidades da ideologia do movimento com o comunismo. Esta assembleia foi realizada em Bayona, na primavera de 1963.

Na III Assembleia, que ocorreu entre Abril e Maio de 1964, decidiu-se que a luta armada era o melhor maneira de alcançar os seus objectivos. A resolução foi publicada mais tarde no periódico "La insurrección" e, País Basco. Nesta assembleia também se decidiu, por unanimidade, a ruptura final com o PNB, que para a ETA, "contrariava os interesses da libertação nacional".

É difícil definir qual foi o primeiro atentado do ETA, já que os primeiros não foram assumidos. Em todo caso, o primeiro atentado assumido pela ETA foi a morte do guarda civil José Pardines Arcay, em 7 de Junho de 1968.

Em 1968 o ETA cometeu o seu primeiro atentado de grande repercussão: o assassinato de Melitón Mananzas, chefe da polícia secreta de San Sebastián e torturador da ditadura franquista. Em 1970, vários membros da ETA são julgados e condenados à morte durante o processo de Burgos, mas a pressão internacional fez com que a pena fosse alterada, mesmo tendo sido aplicada a outros membros da ETA anteriormente. O atentado de maior repercussão durante a ditadura ocorreu em Dezembro de 1973, com o assassinato do almirante e presidente do governo Luis Carrero Blanco, em Madrid, acção que foi aplaudida por muitos exilados políticos.

Em 1978, com a nova constituição espanhola, o País Basco consegue grande autonomia. Porém, a ETA reivindica a independência total da região.

No dia 22 de Março de 2006 a organização declarou um cessar-fogo permanente, que foi rompido em 30 de Dezembro de 2006. A organização assumiu a explosão de um carro-bomba no Terminal 4 do Aeroporto de Madrid-Barajas, em Madrid. Ao contrário do que sucedera no passado, a ETA não anunciou o atentado previamente, provocando o desmoronamento de três dos quatro andares do prédio (o mais recente terminal do aeroporto), a suspensão do tráfego aéreo num dos dias mais movimentados do ano nos aeroportos europeus, deixando dezanove pessoas feridas e causando a morte de dois equatorianos.

adaptado de uma enciclopédia online